Como sabemos, o papel higiênico é um papel altamente absorvente e fino que, ao entrar em contato com a água, se desmancha. Pode possuir folhas simples, duplas ou triplas, perfumado ou sem perfume e é vendido por metragem, entre 30m, 60m e 90m aqui no Brasil. Seus antecessores, durante o século XIX, eram folhas de hortelã, água e até mesmo sabugos de milho. Sobre sua origem, descobrimos que existem duas versões para esta invenção.

Desde o século II a.C., a China já vinha utilizando este material para embalar e acolchoar objetos. Seu primeiro uso relacionado à higiene é datado no Século VI durante a China Medieval. Existem registros do funcionário público e acadêmico Yan Zhitui (531-591) de 589 onde ele escreveu um pouco sobre o uso do papel higiênico. Neste documento dizia: “Papéis nos quais existem citações ou comentários dos Cinco Clássicos, ou que contenham nomes de sábios, não ouso utilizar no vaso sanitário.”

Durante a dinastia Tang (618-907 d.C), um árabe muçulmano visitou a China em 851 e registrou tudo o que viu. Sobre o produto de higiene ele escreveu: “Eles (os chineses) não são cuidadosos com a limpeza e não se lavam quando fazem suas necessidades. Apenas se limpam com papel.” Então, já na dinastia Yuan no século XIV, foram registradas a produção de dez milhões de pacotes de papel higiênico manufaturados anualmente apenas na província de Zhejiang, isso com números entre 1000 e 10000 folhas cada. Quando chegou a dinastia Ming (1368 – 1644 d.C) foram produzidas em 1393 720 mil folhas de papel higiênico de 30cm e 60cm de tamanho. Segundo os registros do Gabinete Imperial de Mantimentos, ainda naquele ano foram feitas 15 mil folhas de um tipo especial de papel feito de tecido mais suave e perfumado.

A segunda versão desta história envolve os Irmãos Scott que são frequentemente citados como os precursores na ‘arte’ de vender papel higiênico em rolo e perfumado, porém não existe qualquer patente registrada sobre o assunto. O papel higiênico apresentado da forma que o conhecemos surgiu no século XIX através do americano Seth Wheeler em Albany, New York, que registrou diversas patentes. Sua primeira digna de vitória tem relação com a ideia de perfurar os papéis (25 de julho de 1871, #117355). Após, em 1883, ele também fez o registro de patente #272369 de rolos de papel, papel higiênico ou para presentes que eram perfurados e também vinham em rolos. Além destas das patentes, Wheeler também fez uma terceira para os suportes montados que serviam para segurar os rolos, ele os produzia sob o nome de Albany Perforated Wrapping Paper Co. no ano de 1886 em sua fábrica ao norte do centro de Albany.